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Now and then: como os títulos de filmes evoluíram


Antes dessas sequências cinematográficas de títulos de filmes de hoje, consagradas por Saul Bass e (mais recentemente) Kyle Cooper, os títulos de filmes eram, antes, um trabalho de arte sem movimento. Neste "Now and then" estamos pressionando o pause e explorando a arte por trás dos títulos.

Desde os primórdios do cinema, os artistas têm cuidadosamente criado títulos para cativar o público e definir o humor do filme. Para trazer atenção a esta forma de arte muitas vezes esquecida, o designer gráfico holandês (e amante do cinema) Christian Annyas juntou a The Movie Title Stills Collection. O site reúne e organiza ordenadamente títulos de filmes por década, de 1920 até o presente. Para ilustrar como os títulos têm evoluído ao longo dos anos, escolhi alguns favoritos.



Searchinf for Sony, o primeiro filme inteiramente filmado por uma câmera digital SLR

Searching for Sony é o primeiro filme filmado inteiramente por uma câmera digital SLR (uma Canon EOS 5D Mark II). Julgando pelos trailers abaixo, o filme abre novas e inspirantes portas para uma inteira geração de jovens cineastas.



Projeto colaborativo, “Desenrola – O Filme” usa internet como ferramenta e tema

Em vez de questionar as formas de comunicação de jovens e adolescentes, que não largam de seus celulares e se relacionam por meio de comunidades virtuais do tipo Orkut, Myspace e Facebook, a cineasta carioca Rosane Svartman ("Como ser Solteiro", "Mais uma vez Amor") decidiu ir até onde eles estão - ou seja, na web.

Assim nasceu Desenrola - O Filme, que começou a ser rodado no Rio de Janeiro e em Búzios no dia 15, depois de um processo de pré-produção que passou todo pela internet – da escolha de atores à sugestões e concurso de estágio para acompanhar as filmagens.

O roteiro, de Rosane Svartman e Juliana Lins, gira em torno da primeira experiência sexual de uma garota de 16 anos, Priscila (Olívia Torres, uma novata selecionada por testes convocados pela web).

A idéia agora é continuar usando o portal do filme para que todos os membros da equipe coloquem ali suas experiências.

O Futuro da Crítica de Cinema

Eles sofreram cortes de salários, demissões e agora são desconsiderados por parte de Hollywood: os críticos de cinema, ranzinzas, não admitem derrota! A profissão vem mostrando sinais de nova, ainda que não muito confortável para os antigos estudiosos de cinema.

Há algumas semanas, entrou no ar o site Moviereviewintelligence, com a missão de monitorar, avaliar e difundir o trabalho de 65 críticos de cinema, de veículos de mídia impressa e eletrônica.

Criado por David Gross, antigo executivo de marketing do estúdio 20th Century Fox, o site noticioso oferece gráficos e tabelas que acompanham o que as resenhas têm de melhor e pior. A web, ele diz, está mudando a crítica ao pressionar os resenhistas a aderir ao consenso que se forma sobre certos trabalhos, por força de críticas, bilheterias e comentários na internet, como provam os recentes exemplos de Up e Star Trek.

De acordo com pesquisa conduzida pela Movie Review Intelligence para a MarketCast, uma empresa de Los Angeles, as resenhas de filmes ainda importam para os espectadores. Cerca de 71,5 milhões de pessoas leem as críticas, nem que parcialmente, e 48% das pessoas que assistem a mais de 12 filmes por ano costumam ler diversas críticas por mês.